NUNCA CHAMEM MÉDIUNS VIDENTES PARA FUNERAIS

Sempre falava: Nunca irei a funerais, pode até ser de parente, não irei! Infelizmente ou felizmente, cai em contradição, a contra gosto, afinal, nem tudo que falamos ou cremos, as pessoas irão respeitar. Certa tarde, de um dia que não estou lembrando, tive a triste notícia do suicídio de um primo, renomado médico aqui na cidade de Fortaleza, uma notícia que abalara toda a cidade, até porque ele era muito querido. Logo os parentes foram avisando os outros, até os mais distantes vieram. Para meu infortúnio, tive que acompanhar o cortejo mesmo achando aquele " passeio" desconfortável demais, e como havia falado antes, tenho verdadeira aversão a funerais,  até explico; sempre penso, a maioria das famílias só se encontram em enterros, vão e vão, para fazer presença, ou fofocar sobre o desencarnado. Pois bem, vamos ao que interessa, estava eu caminhando por entre as alas do cemitério Parque da Paz, fui acompanhando o cortejo, percebendo quem estava, reconhecendo alguns, outros anônimos ( para mim) . Minha tia, insistentemente pedia para cumprimentar cicrano, beltrano e fulanas, eu sempre relutando em me apresentar, dai tive a idéia de afastar-me e percorrer as ruazinhas do cemitério, andei e andei...tive uma leve "vertigem" e resolvi me deitar em um banquinho, lá mesmo, mas um pouco mais afastado. Deitei, até ai tudo bem! Porém, perto da entrada principal, comecei a ver um senhor todo de branco, com chapéu, descalço e uma luz envolta dele, andando bem devagar e de costas para mim. No começo da visão, achei que era um funcionário do lugar, ou alguém que igualmente a mim, se perdera do funeral propositalmente (risos), só meus caros, que não era mesmo! E ai resolvi ir atrás do tal senhor, e logo de sobressalto, indaguei: - Senhor, senhor! Como é lá na colônia que vives? Já deu pra perceber que não es encarnado, igual a mim, responda?. E nada do tal senhor de bermudas brancas responder, e logo numa nuvem de fumacinha azul/verde brilhante, aquela visão, foi desaparecendo, sem nem deixar rastro. Voltei, para o banquinho, sentei, respirei bem fundo, e em meio a pensamentos, falei sozinha, ora!eu já tinha quase certeza que isso poderia acontecer. Logo fui contar aos familiares sobre essa minha experiência, entre risos de alguns e espanto de outros, minha tia, sarcasticamente, falou: - Menina! Não respeita nem o morto! só pode ter saído para beber novamente!
Entenderam agora o porquê do título dessa história?




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